Sem medo de mudar
Percebi que mudanças são mais normais do que pensamos.
Mudei o relógio de braço hoje. De vez em quando faço isso. Ai fiquei pensando como algumas mudanças são mais fáceis que outras.
Passo a vida escutando que o ser humano não gosta de mudanças. Mas quantas mudanças nós mesmos promovemos?
Eu não tenho problema nenhum com mudanças. Meu problema maior é sair da rotina. O salto do desconhecido assusta um pouco. O medo do julgamento dos outros. De ser questionada.
Mas a mudança em si? Normalmente eu a desejo. Planejo. Espero.
Então essa “definição” de como somos acaba nos prendendo no nosso mundo de hábitos. Não é que o ser humano não goste de mudanças. Só que parece que somos condicionados a pensar assim.
Alguém pega uma mudança gigante - que normalmente nos deixa mais apreensivos - e extrapola essa mesma definição (e como ela nos afeta) pra qualquer mudança. Como se tudo tivesse o mesmo peso.
Então fico com medo de mudar de estilo de roupas, ou de sair pra aventuras diferentes, ir num karaokê. Somente porque não é isso que faço normalmente. Como chegamos nesse ponto?
Tentando definir minhas metas pra o próximo ano, eu não necessariamente quero fazer coisas diferentes.
O que quero mesmo é perder todos os conceitos que me foram ensinados e me colocaram nessa prisão invisível.
Quero rir dos conceitos. Quero saltar no desconhecido. Quero reaprender a ser eu mesma.