O brilho individual
Aceitar a si mesmo é reconhecer seu verdadeiro brilho.
Juntando todas as minhas partes e pensando se poderia ter feito algo diferente, toda vez eu chego a mesma conclusão. Eu não consigo achar nada que tivesse feito diferente, e se algo fosse diferente eu não seria quem sou hoje.
Todas as nossas escolhas, todas as nossas bagagens, todos os nossos caminhos se acomodam, se agrupam e se amplificam dentro de nós formando quem somos.
Rejeitar o nosso próprio caminho é rejeitar a nós mesmos. É não se reconhecer a si próprio. Ter vergonha do próprio reflexo.
E com isso os outros começam a ter mais valor do que nós mesmo. Tudo que o outro tem, tudo que o outro faz, tudo que o outro é.
Como nós como humanidade chegamos nesse ponto? Viver uma vida inteira nos escondendo de nós mesmos e projetando nossas vontades em outras pessoas. Com isso podemos ser coitados, podemos ser vitimas e nossa própria insegurança pode ser justificada e alimentada.
Então um dia você acorda e decide olhar pra dentro. E você finalmente vê que o seu próprio brilho, apesar de ser diferente, é tão luminoso quanto todos os outros que você sempre almejou.
E que a única coisa que você precisa é reconhecer suas próprias partes, suas próprias bagagens, seus próprios passos. E tudo se encaixa novamente.
Reconhecer que todos os momentos que viveu até agora foram especiais, mesmo todo esse tempo que você se anulou, agiu por medo, por insegurança. Todo esse tempo ajudou a moldá-la em quem você é hoje.
E tudo bem, é somente o seu próprio caminho. Acho que se tivesse sido de outro jeito talvez essas reflexões não estariam aqui dessa forma.
E agora quero entender como olhar pra frente a partir de dentro. Como me reconhecer em mim mesma e deixar o meu próprio brilho fluir.
Como seguir meus próximos passos entendendo e agradecendo toda a sabedoria que os passos passados me deram.