A beleza de ser estranha
Eu gosto de inventar estórias observando as pessoas, e me aceito do jeito que sou.
Eu gosto de inventar estórias.
É mais forte do que eu! Aparece uma pessoa na minha frente e já começo a imaginar: Porque ela está ali? O que está fazendo? O que a move? etc.
Por consequência disso, eu sou muito observadora! Sou aquela pessoa que está calada na sala quando todo mundo fala. Não é que não tenha nada a dizer, mas é que prefiro ficar analisando como cada um reage. Tento entender suas reações a cada estímulo.
Antes eu achava que todo mundo era como eu, afinal nossa referência de mundo é única.
Depois comecei a achar que tinha algo de errado comigo. Porque sou tão introvertida? Tenho certeza que se fosse dessa geração atual seria diagnosticada com alguma espécie de distúrbio social.
Sempre me achei uma pessoa anti-social, diferente da minha idéia de “normal”. Mesmo assim, nunca fiz muito esforço pra mudar como me portava.
Sou estranha e pronto! Sempre funcionou para mim, e hoje sou bem resolvida com isso!
Afinal eu adoro essa minha característica.
Adoro minha vontade de tentar entender a razão dos outros.
Adoro a minha facilidade de sentir empatia.
Adoro a minha facilidade de entender e perdoar.
Adoro o quão divertida uma sala de espera pode se tornar. Principalmente quando consigo pegar pedacinhos de conversas dos outros e encaixa-los nas minhas estórias.
Adoro o fato do meu mundo ser colorido e complexo. Ele é assim em boa parte porque encaixo minhas estórias nas lacunas deixadas pelas pessoas que passam por mim.