Dia de fúria

Deixei a raiva me dominar e aprendi a senti-la.

Dia de fúria
A woman with her hair tied in a bun sits at a rustic wooden café table beside a large window. A cup of coffee, notebook, pen, and eyeglasses rest on the table, while warm sunlight illuminates the textured stone walls and wooden furnishings. Outside, a yellow tram moves along a narrow city street lined with colorful buildings. The cozy scene has a warm amber palette and relaxed, contemplative mood.

Ontem fiquei com muita raiva. Não me pergunte o motivo. Teve até um telefonema que me chateou um pouco mas não era nada demais e quem me conhece sabe que não me altero com essas coisas.

Mas e raiva veio forte e, pra minha surpresa, não quis reprimi-la. Deixei ela se manifestar, e me permiti senti-la.

Também não descontei nas pessoas ao meu redor. Falei que estava com raiva. Que a raiva era maior que o motivo mas que queria senti-la. E tudo bem. Posso ter raiva e ao mesmo tempo tratar os outros com carinho.

Foi uma experiência diferente mas reveladora:

- Não preciso reprimir meus sentimentos por causa de outras pessoas.

- Não preciso pegar o sentimento que estou sentindo e jogar nos outros que não tem nada com isso.

- Não preciso mentir pra ninguém e dizer que estou feliz se na verdade não é isso que estou sentindo.

Gostei da minha maturidade. Gostei de honrar a minha vontade de sentir raiva. Gostei de não tentar escondê-la como antes costumava fazer.

E gostei de poder prestar atenção a tudo isso.