Dia de fúria
Deixei a raiva me dominar e aprendi a senti-la.
Ontem fiquei com muita raiva. Não me pergunte o motivo. Teve até um telefonema que me chateou um pouco mas não era nada demais e quem me conhece sabe que não me altero com essas coisas.
Mas e raiva veio forte e, pra minha surpresa, não quis reprimi-la. Deixei ela se manifestar, e me permiti senti-la.
Também não descontei nas pessoas ao meu redor. Falei que estava com raiva. Que a raiva era maior que o motivo mas que queria senti-la. E tudo bem. Posso ter raiva e ao mesmo tempo tratar os outros com carinho.
Foi uma experiência diferente mas reveladora:
- Não preciso reprimir meus sentimentos por causa de outras pessoas.
- Não preciso pegar o sentimento que estou sentindo e jogar nos outros que não tem nada com isso.
- Não preciso mentir pra ninguém e dizer que estou feliz se na verdade não é isso que estou sentindo.
Gostei da minha maturidade. Gostei de honrar a minha vontade de sentir raiva. Gostei de não tentar escondê-la como antes costumava fazer.
E gostei de poder prestar atenção a tudo isso.