Construindo a partir das cinzas
Contrastes na vida ajudam a transformar nosso mundo.
Estava escutando música mais cedo e veio uma dessas que fala sobre contrastes. Como você cai pra aprender a levantar, chora pra aprender a sorrir, etc.
Então lembrei do que escrevi ontem. Sobre as subidas e descidas da nossa montanha russa pessoal e como temos que passar por elas. E faz todo sentido.
Eu sei que vou soar como um disco quebrado, mas eu adoro a elegância das regras do mundo.
As polaridades. As divergências. Os conflitos. Estão todos aqui para nos fazer ir atrás da unidade, da convergência, da paz.
E mesmo que conscientemente não usemos esse sistema de “quebrar pra consertar”, ele nos move. Como se soubéssemos lá no fundo que falta algo quando não completamos o ciclo.
Como se o ser humano fosse criado com esse atributo: Tem dois braços, duas pernas e dualidade.
Será que é por isso que criamos um mundo tão caótico? Cheio de problemas pra resolver. Porque sem eles nada seria completo.
Essa é a imagem que veio na minha cabeça enquanto escrevo tudo isso:
Várias pessoas trabalhando numa montanha de cinzas, esfregando as cinzas, mas cada uma seu modo. Uns esfregando nas mãos. Outros no chão. Outros com aparelhos ou artefatos.
Mas dentro de todo esse caos e escuridão, pontos de luz começam a aparecer por conta dos trabalhos das pessoas. E esses pontos vão se juntando sem que as pessoas notem.
De repente o que era escuro vira um campo de luz. E o sorriso volta. A alegria volta.
Talvez nós como sociedade estamos numa dessas descidas da montanha russa.
Talvez nosso esforço individual crie luzes.
Talvez não notemos que nossa luz se amplia e se junta com a luz dos outros.
Talvez não estejamos vendo o mundo se transformando.
E que assim seja!