A modelagem do mundo
Neste mundo, cada um de nós cria sua própria visão e interage com ele de maneiras diferentes. Quando as necessidades coletivas emergem, encontramos maneiras de nos ajustar, criando um ciclo de conexão e adaptação.
Estava pensando sobre a “dança“ que fazemos para criar o nosso mundo juntamente com outras pessoas.
Já que o mundo tem o centro em mim mesma, como é que existem tantas coisas fora do meu controle?
Todas essas leis de atração ou retorno partem do princípio que o mundo é uma coisa fora da gente, que se fizermos tudo direitinho então as coisas chegam pra nós, como presentes ou prêmios.
Mas o que vejo é que cada pessoa imprime a sua própria visão e seu próprio conhecimento em como interage com o mundo. Como se cada pessoa filtrasse o mundo a sua maneira.
Por isso uns acreditam que o mundo está se acabando, outros acham que o mundo esta evoluindo e tem mais um monte com várias variações entre esses dois pontos.
Só que ai chega o meu ponto. Eu vejo as coisas acontecendo que não tem nada a ver comigo, mas as coisas existem porque um certo grupo de pessoas precisa disso. Se muita gente precisa, a coisa acontece. Então eu, do meu lado (no meu mundo), ou ignoro, ou, quando não consigo, tenho que me adaptar, como numa certa dança, ao que a maioria das pessoas está precisando no momento. E que de algum modo eu também preciso.
Talvez pra certas coisas eu me aproxime de algumas pessoas, talvez pra outras elas se aproximam de mim. Mas o fato é que esse mundo é feito com todas as mãos. Juntas! Filtradas individualmente mas modeladas em grupo.
E talvez por isso seja tão interessante!